sexta-feira, dezembro 09, 2005

Uma coisa leva a outra e depois outra e ainda outra... Foi assim que acabei conhecendo a arte de Iberê Camargo. Meu gosto pelas telas é recente, desde que comecei a escrever. Gosto muito de uma imagem não para completar mas para deixar mais lúdico meus escritos. Lendo sua história me atentou o fato de quando ele foi abordado por um sujeito sem sapatos e sem camisa na rua. Insultado e jogado ao chão se defendeu com uma arma de fogo que portava. Depois disso foi repudiado pela imprensa e amigos.
Deixando de lado julgamentos rasos esse caso me lembrou um outro. Um membro do Corpo de bombeiros que nas horas vagas dirigia uma van reagiu a um assalto e matou dois marginais. Até ai nada de mais, legitima defesa é honroso, mas como o segundo assaltante ele perseguiu antes de execução, foi julgado e expulso do Corpo de Bombeiros. Depois do acontecido sua vida tomou outros rumos, sempre para o pior. Aqui aproximo do meu intuito inicial : a questão de um ser humano tirar a vida de outro. Não hesitaria em matar para proteger minha família, mesmo acreditando que isso seja errado mas a emoção fala mais alto nessas horas. A banalidade por que se mata hoje em dia já é fato sabido. Podemos perder a vida por um relógio, uns trocados ou uma simples fechada no transito. Como um sábio mendig"N"o americano falou num filme , temos que ensinar as crianças a amar, assim elas vão dar valor a vida e quando crescerem não vão achar que matar é normal.
Sempre tive uma vontade de ser justo, de ajudar a quem precisa. Até queria virar policial, que visão ingênua e romântica agora eu percebo que tinha. Depois de cursar um mês de engenharia, sim um mês apenas (não sabia o que queria mas tinha certeza que não era aquilo) , acabei estudando Direito por 2 anos , não pela vontade de advogar mas sim pensando na Policia Federal. Almejava me tornar um policial federal para lutar contra o crime ( de verdade!). Mas Deus sabe o que faz e mudou o meu caminho para as artes e a informática. A parte que cabe as artes eu agradeço ! Confesso que também agradeço a informática por me proporcionar tudo o que tenho hoje ( minha inúmeras dividas ) . Hoje entendo que não tenho controle emocional para portar uma arma (nem para ter cartão de crédito) e acredito que a grande maioria da população também não ( isso vale para armas e cartões).

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