quarta-feira, dezembro 21, 2005

Cada um enxerga a verdade que quer. Cada um acredita na verdade que merece. A verdade é somente um limite para nossa ignorância, um limites as vezes estabelecido por nos mesmos, as vezes pelos outros, as vezes por preguiça as vezes por medo as vezes por cegueira as vezes por caduquice as vezes por besteira as vezes ... as vezes sem motivo. Eppur si muove, tudo se move, a verdade se move, se move para onde? para mentira , para novas verdades ? para duvidas sem verdades? a vida prega peças na gente, quando pensamos estar certos da verdade, tudo se move, se move para baixo e o mundo cai na sua cabeça.
A verdade é por si só um termo arrogante, prepotente e digo surreal, não existe verdade, existem coisas, fatos mais acurados num determinado momento, por um determinado ponto de vista, Até onde uma verdade incompleta não é uma mentira completa? Queremos sempre respostas e o mais fácil é encontrar alguém para dizer as nossas verdades, vamos viver felizes com as mesmas verdades por toda a vida, vamos casar e viver felizes para sempre? Vamos acreditar que existe um mundo melhor e que jogando o seu papelzinho amassado de chiclete no lixo você esta fazendo a sua parte, essa e a verdade da vida, somos todos irmãos prontos para foder o semelhante, literalmente ou poeticamente, somos todos anões do orçamento esperando o purgatório maior, mas e esse mundo que estamos purgando desde que nascermos desde o primeiro respiro já ao som de um choro estridente, aprendi que meu pai era meu super herói, essa era a minha verdade, depois aprendi que não existem super heróis, aprendi que não aprendi nada até hoje que me valesse a vida, mas o tempo passa e com o tempo a procura da verdade se torna cada dia mais necessária e a quebra das grandes verdades cada vez mais difícil . Não me tire as minhas verdades, não ampute minhas pernas porque eu não quero ter que reaprender a andar, eu não quero ter que enxergar um mundo novo .

Um comentário:

Anônimo disse...

O mundo é sempre novo, querido, a gente é que tem o olhar sedimentado e se acostumou a ver somente o óbvio.