Futilharias nasce como uma vertente do blog "Me, Myself and i" que acabou seguindo uma linha mais poética criando a necessidade deste segundo para coisas mais "futeis". Quando digo futeis por favor entendam no sentido de coisas mais casuais e não vazias e sem conteúdo. Isto reservo para nossa atual cultura que magra, abatida e moribunda caminha a passos largos Deus sabe para onde.
quarta-feira, maio 16, 2007
Tem coisas que, quando saem da nossa ignorância, nos fazem pensar como vivíamos sem elas. Hoje escutei pela primeira vez a Radio Roquete Pinto - FM 94,1MHz, nomeada em homenagem ao pai da radio brasileira. O que mais me surpreendeu alem da programação e entrevistas de finíssima qualidade foi o fato da radio ser do Estado. Somente nos vinte minutos do pequeno trajeto de casa ao trabalho digeri duas entrevistas (atual situação político-religiosa da Turquia e a regulamentação dos anúncios de bebidas alcoólicas) mescladas com ótima musica como Nelson do Cavaquinho e Elis Regina com a musica que intitulou o post. Recomendo!
domingo, fevereiro 11, 2007

terça-feira, janeiro 09, 2007

Família, amor, paixão, ódio, vingança, poder, política, luta de classes, paranormalidade... Em duas horas e meia de filme “A casa dos espíritos” é tudo isso e mais um pouco. Fala na mudança que o tempo traz. Na solidão das almas desse mundo. E quantas almas solitárias eu vejo, precisando de um simples gesto de compaixão. Um filme bonito e gostoso de se ver. Entretanto deixou a sensação de que o livro seria melhor. Mas agora o prazer da imaginação deflorando a historia não seria o mesmo.
A menina Clara, paranormal do filme, me recorda uma historia pessoal peculiar e incompreensível para muitos. Porque tudo aquilo que não entendemos se torna um obstáculo e nos traz inquietação. O homem sempre tentando compreender tudo. Eu particularmente cada dia presumo saber menos sobre a vida, principalmente sobre a índole humana. Faltavam alguns dias ou talvez semanas para a comemoração natalina, minha ingenuidade era inversamente proporcional aos meus anos vividos, talvez cinco ou seis. Escrevo em duvidas, pois ainda agora é difícil acolher a idéia. Brincava perto da árvore observado pelas mulheres da casa, mamãe e sua irmã mais nova. Sem motivo tomei ares tristonhos parando por um momento, uma reação ao menos curiosa para uma criança tão nova. Isso despertou a atenção da minha tia que zelosamente perguntou o que tinha acontecido. Balbuciei algumas palavras, mas a única coisa compreensível foi a palavra bisô, uma referencia ao meu bisavô materno. Sustentada pela curiosidade ela, mais uma vez, indagou o motivo da minha tristeza e agora claramente afirmei que o biso iria morrer no natal. Incrédula, sua reação automática foi perguntar mais uma vez e obteve a mesma resposta brutal. Este foi o Natal mais triste para Da. Edith, minha bisavó, que depois do ocorrido deixou de comemorar a data ...