segunda-feira, setembro 21, 2009


Poucas coisas conseguem nos chocar nos dias de hoje. Vivendo em uma cidade, muito bem definida em uma música como purgatório da beleza e do caos, vemos de tudo um pouco e somos obrigados a nos acostumar com a ardência das chamas. Creio que a natureza humana é má e que os bons devem ser tratados e avaliados como a exceção. O que ainda me deixa transtornado é qualquer violência contra uma criança e definitivamente a paternidade aguçou essa sensibilidade. Quando soube da notícia sobre o menino que morreu arrastado preso ao carro da mãe que fora roubado a tristeza se transformou em dor física e por pouco não passei mal. Agora, vendo o trailler de um documentário sobre Sequestros em São Paulo, vi a cena de uma garota de 6 anos sendo resgatada do cativeiro. Outra vez o desespero me tomou, mas dessa vez em forma de lágrimas.

Nunca tive uma posição definida sobre a pena de morte mas ultimamente venho digerindo a idéia. Quantos anos de cadeia pagariam pela vida do seu marido, da sua esposa, ou de um filho seu? Pois eu digo por vivência que nem dez, vinte ou trinta anos fazem um pai esquecer a morte de seu filho. A banalização da vida diante do capitalismo moderno já é bem discutida mas agora eu me pergunto se não deveríamos repensar a pena de morte em um referendo. Mas isso deveria vir junto com outras ações como uma reforma no sistema penitenciário, penas alternativas para os delitos leves, trabalho forçado para diminuir o custo do estado, programas de readaptação à sociedade e sobretudo uma justiça rápida, porque justiça que demora décadas pra resolver uma causa não é justiça, é vergonha. Assim como é uma vergonha assassino confesso ficar livre.

Me intriguei com a palavra vergonha e perguntei ao oráculo, o significado resumido seria: um conjunto de comportamentos, induzidos pelo conhecimento ou consciência de desonra, desgraça ou condenação.
Ou mais poeticamente falando, segundo o terapeuta John Bradshaw : "emoção que nos deixa saber que somos finitos". E com isso eu me pergunto, O Brasil é um país sem-vergonha? E sem-vergonha é com hífen ou sem hífen?

Eu tenho vergonha de tanta coisa...

tela incidental - Goya - "Saturno devorando seus filhos"


domingo, julho 05, 2009



Acabei de assistir “O Curioso Caso de Benjamim Button”. Não posso dizer que foi o filme da minha vida nem que entrou para a galeria dos melhores de todos os tempos mas também não posso negar que acendeu, ou melhor dizendo, reacendeu uma chama, não um sentimento mas uma força interna, uma determinação de mudança. O filme em si é uma parábola bonita e com um roteiro muito bem amarrado, coisa que os americanos sabem fazer como ninguém na sétima arte. Não quero aqui escrever uma resenha cinematografica logo vamos ao que interessa.
O que me marcou para ser bem especifico foi uma frase que, por sorte, achei na internet pois já estava disposto a assistir novamente as quase três horas de filme só para poder anotar a bendita. Então aqui vai para você: "You can change, or stay the samethere are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. I hope you see things that startle you. I hope you feel things you never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you’re proud of. If you find that you’re not, I hope you have the strength to start all over again." Primeiro voce vai dizer qeu não é uma frase, é um parágrafo. Certissimo, ponto para voce e para o professor Pasquale. Depois vai achar que parece piegas, mais um daqueles emails de auto-ajuda, ou dos videos com narração do Pedro bial. Mais um ponto para você, pois o assunto é realmente o mesmo, sendo curto e grosso: se você não acha que sua vida valha a pena tomara que você tenha a força e coragem para começar do zero e construir uma que valha.
Pois é isso camarada, estou agora procurando forças para essa reviravolta (e que não seja de 360 graus).


quarta-feira, março 25, 2009

Dois peixinhos estão nadando juntos e cruzam com um peixe mais velho, nadando em sentido contrário. Ele os cumprimenta e diz:
-Bom dia, meninos. Como está a água?

Os dois peixinhos nadam mais um pouco, até que um deles olha para o outro e pergunta:
-Água? Que diabo é isso?




PENSE: a realidade mais óbvia costuma ser a mais difícil de ser reconhecida. 


FONTE: tirado de um discurso de David F. Wallace


terça-feira, março 24, 2009


Quem nunca imaginou assaltar um banco?  Não pensar em cometer o ato em si , mas como seria.  A impessoalidade do banco faz a culpa diminuir, pode confessar que você também já pensou, não que tenha planejado, arquitetado , comprado maçaricos e estudado sobre túneis, mas somente aquela fantasia da montanha de dinheiro fácil ...   Dinheiro que vem fácil vai fácil.   Dinheiro que não e honrado não traz felicidade,  mas compra muita coisa.   Não existe uma dicotomia de  valores aqui,  só o reconhecimento do lado menos elogioso da natureza humana. O poder corrompe, o dinheiro traz poder, logo tiramos que todo mundo tem seu preço.  O meu eu não sei ao certo mas estou aberto a propostas.   Acabei de ver Efeito Domino (The Bank Job)  e torci para os bandidos, shame on me!! Mas o difícil era acreditar que os mocinhos eram mocinhos mesmo.  Realmente deve ser  desagradável você viver em uma sociedade onde não da para diferenciar os mocinhos dos bandidos... Ah já ia esquecendo, recomendo o filme, bonequinho de olhos bem abertos e torcendo para ... os bandidos.