Fiquei feliz ano passado em ver um time carioca ser campeão brasileiro e fico feliz em torcer novamente para que isso aconteça. Mas a vitória nos campos esmaece com a animosidade das torcidas. Atitude de um campeão não é torcer contra. É incrível como alguns torcedores do maior time do Rio e do Brasil são tão espíritos de porco. Pelo menos sempre nos lugares onde estou, arrogantes e torcendo contra, gritam o nome do seu time na derrota dos outros. Claro que cretinos existem em todos os lugares e em todas as torcidas e a resposta rápida que teria é que todos também torcem contra ele, mas digo de antemão que na minha matemática dois erros não fazem um acerto. Parabéns aos reais torcedores, independente da cor da sua camisa e parabéns para quem leva esse espírito vitorioso para a sua vida cotidiana pois o vencedor não é aquele que ganha sempre mas o que sabe se reerguer nas grandes derrotas.
Futilharias nasce como uma vertente do blog "Me, Myself and i" que acabou seguindo uma linha mais poética criando a necessidade deste segundo para coisas mais "futeis". Quando digo futeis por favor entendam no sentido de coisas mais casuais e não vazias e sem conteúdo. Isto reservo para nossa atual cultura que magra, abatida e moribunda caminha a passos largos Deus sabe para onde.
domingo, novembro 21, 2010
sexta-feira, novembro 19, 2010
Achei uma antiga carta de quando ainda morava na América do norte. O remetente era o Coronel Alfredo da Motta, meu avô materno. Já não tenho mais a felicidade de poder escutar sua voz falando que só arranjo namorada longe. O que ele diria se soubesse que acabei me casando com uma russa. Não digo uma loira de olhos azuis, mas uma cidadã da República Russa, mais especificamente de Moscou. Gostaria muito de ver a sua reação e rir junto dessa pessoa que faz tanta falta na minha vida. Sua maior preocupação era ver seus netos formados e com uma profissão. Sei que ele se orgulharia de me ver hoje como funcionário de uma multinacional respeitada. Mas em contra partida não lhe agradaria o fato de eu fazer teatro. Talvez até agradasse lá no fundo mas ele nunca admitiria. Minha avó dizia que faziam lavagem cerebral nele quando estava no exercito, isto é , durante sua vida toda. Se fizeram mesmo eu não sei mas militar tem mesmo uma maneira diferente de encarar a vida. Sempre sisudo e contido mas sempre um avozão. Eu também sempre fui (e talvez sempre serei) muito introspectivo, fechado no meu fantástico mundo. Acho que se eu demorasse um pouco mais para nascer poderia ser enquadrado com autista. E mesmo os dois sendo de poucas palavras nos completávamos pelo olhar , somente pela presença do outro.
Suas cartas nunca tinham mais que uma folha mas imagino quão difícil deveria ser escreve-las. Neste momento em que a saudade já me preenche a vida fica impossível não me desmanchar recordando os sorrisos junto a sua cama, sua mão grande e o nariz de batata , seus cabelos brancos e barba sempre bem feita. Meu avô era um grande homem, tão grande que ocupa um espaço enorme no meu coração, da minha memória e da minha vida. Já de costume me arrependo das coisas que não fiz e dos momentos que poderia ter passado com ele. Queria escutar todas as suas historias tin tin por tin tin.
Alfredo Rodrigues da Motta jogou na seleção brasileira de basquete durante mais de 10 anos e ganhou a primeira medalha em esporte coletivo numa olimpíada para o Brasil em Londre 1948, mas sua grande obra foi sua família.
quarta-feira, novembro 03, 2010
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